Calçadas & ruas

Muitas de nossas calçadas, várias do centro como exemplos, ferem o princípio básico de Qualidade: adequação ao uso com satisfação do usuário ou, como preferem outros, do cliente. Caminhando pelas nossas calçadas, não é raro nos depararmos com uma série de obstáculos: degraus e rampas indevidas e buracos e rachaduras por onde brotam touceiras de gramas que oferecem perigo aos pedestres. Nas fendas, junto das paredes e dos meios-fios, florescem matos, alguns com até um metro de altura. Tem até boca de lobo que virou vaso.

Somem-se a tudo isso calçadas estreitas, fora do que estabelece a legislação municipal, máquinas dos parquímetros que quase impedem o nosso caminhar e, às vezes, até caçambas são colocadas. Esses bloqueios reduzem as chances de pessoas com necessidades especiais, mulheres grávidas e idosos, andarem sem correr riscos de acidentes, pois em alguns casos elas têm de caminhar pelo leito carroçável. Encontramos calçadas que, nos dias de chuvas, “nos presenteiam” com um incomodo volume de águas das calhas jorrando sobre os piso, quando o correto é fazer com que as saídas de águas das chuvas sejam canalizadas sob o passeio.

O carro, apesar da poluição e da sua contribuição para o aquecimento global, tornou-se o grande protagonista do nosso cotidiano, transformando os pedestres em coadjuvantes. O piso das ruas dá de goleada nas calçadas. Mesmo com elevados investimentos para melhorar o transito, a morosidade e os engarrafamentos são uma realidade, em determinados horários e locais.

Apesar da classe política, falar tanto em acessibilidade – qualidade do que é acessível, ou seja, é aquilo que é atingível com acesso fácil -, durante as campanhas eleitorais, a cidade ainda deixa a desejar nesse aspecto. É preciso destacar que pelas ruas do centro passam diariamente milhares de pessoas que se dirigem ao comércio, muitas se utilizando do terminal central e dos pontos de ônibus.

Outro fato que merece relevância é a baixa conscientização de parte de motoristas em parar os seus veículos quando a pessoa se coloca em frente da faixa demarcada para travessia. No mundo, onde as informações estão cada vez mais à disposição de todos, conclui-se que não é por falta de informação, mas sim de atitude de respeito para com o próximo. Estamos convencidos que ainda estamos longe de “ser civilizado como os animais” e que falha na acessibilidade é uma das formas de exclusão social.FAUSTINO VICENTE é Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, professor e advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br.

Para acessar a matéria http://www.jj.com.br/colunistas-3694-calcadas-e-ruas…

 

Publicada em 02/05/2017


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